domingo, 15 de março de 2009

Que idade que nada, eles querem é metal

A idade parece não pesar para estes senhores do rock. Com uma faixa etária digamos, considerável, os músicos da banda britânica Iron Maiden apresentaram um verdadeiro espetáculo de Heavy Metal, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, para cerca de 22 mil pessoas.
A donzela de ferro desembarcou em terras tupiniquins com um grande peso na bagagem. Teriam que cumprir a promessa que fizeram há um ano, quando na turnê "Somewhere back in time", executada com corte de gastos, tocaram em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Na ocasião, Bruce Dickinson, vocalista, disse que o grupo lenda do heavy metal voltaria com um grande show. E foi cumprida a promessa.
O Iron Maiden chegou ao Brasil com um daqueles shows de encantar até quem não gosta, com muitos efeitos especiais, um palco enorme, cenários, o famoso Eddie em duas versões, e é claro, a empolgação dos integrantes.
O show na Praça da Apoteose contou com a presença de aproximadamente 22 mil pessoas. Nos intervalos das músicas, dezesseis no total, Dickinson brincou com o público dizendo, "Pensei que o Rio fosse só samba, não achei que vocês também gostassem de heavy metal". No repertório, clássicos como "The evil that men do" e "The number of the beast", foram cantados do começo ao fim, em duas horas de show.
Com 30 anos de carreira, não foi novidade o profissionalismo e o carisma que o grupo tem. Mas na casa dos 5.0, os músicos corriam e pulavam no palco, para o delírio dos fãs. E para completar a grande noite, faltava ele, o mascote, Eddie. Demorou, mas ele apareceu.
Na última faixa do show, a lendária melodia de 1980, que possui o nome da banda, abriu espaço para que uma enorme esfinge se rompesse e desse lugar a uma versão mumificada do famoso mascote, que cobriu praticamente toda a extensão do palco, movimentando o tronco e os braços. Se a essa altura o show já havia encantando as milhares de pessoas, no mais um, Eddie voltou a aparecer, só que desta vez caminhando entre os integrantes e até mesmo arriscando um solo de guitarra.
Eles realmente cumprem o que dizem. A nova turnê vai desembarcar ainda em SP, BH, DF e Recife.

Um comentário:

Felipe Calmon disse...

Primeiramente quero parabenizar o André Falcão e seu amigo pela atitude,pelas matérias, pelos prêmios e por nos dar mais um canal para expressar os pensamentos de forma livre. Precismaos voltar a ter honra, precisamos honrar a luta de nossos pais contra a ditadura, somos os novos guerreiros de um novo mundo, um mundo globalizado onde as pessoas não sabem o valor da liberdade de de expressão que tem em suas mãos, e as que sabem fazem mal uso dela, não somos modistas, somos cidadãos em um mundo cada vez mais desigual, temos agora mais um lugar pra expressar nosso pensamento, para combater a ignorância, o preconceito, a falta de ação de alguns homens de poder. Nasce O Contexto, nasce menino, nasce e se mostra, mostra ao mundo ao que veio, mostra ao mundo tuas feridas, mostra ao mundo tua arte, mostra que estamos aqui. e que ainda existe quem pense, quem faça quem haja , e que nossa juventude não é a juventude que eles pintam.

"temos muitos Andrés pelo mundo a fora, e as vozem não se calam, porque as palavras tem peso"

Felipe Calmon - Músico/ Compositor
30 anos - Vitória -ES